quinta-feira, 19 de junho de 2008

Cristóvão Colombo – Argote de Molina



No âmbito do enquadramento nobiliárquico da família Colón, apresenta-se hoje, um breve excerto tirado de Gonçalo Argote de Molina, Nobleza del Andaluzia, Sevilla, por Fernando Diaz, año 1588 (1), Livro II, pp. 240 ss.

Página 240v

De La Nobleza de Genova, Y
De las veynte y ocho Familias della.
Cap. CXXI

Escrive Augustin Iustiniano en su historia, q(ue) en el año de mil y quinientos e veynte y ocho reduxo la Señoria de Genova la nobleza della a veynte y ocho Casas y Familias nobles en amistad y confederacion para su reformacion, con orden que todas las demas Casas nobles se incluyessen en estas veynte y ocho usando de los apellidos dellas. Los nombres de las quales por orden del A.b.c. Son los seguintes.(2) (...) //

Página 244v

// De las quales veynte y ocho Casas ay gran memoria en los Anales de los Consules de la nacion de Genova, q(ue) en la ciudad de Sevilla á avido desde su conquista. Cuya Casa de Consulado es en el fin dela Calle de Genova de la misma ciudad, adonde cada año eligian dos Consules de su nacion, a cuyo cargo estava, defender las causas generales. En los tiempos antiguos fue este Consulado de mucha juridicion con grandes previlegios de los Reyes, aunque de presente solo conservan este nombre. Delas quales en estos Reynos ay oy ilustres Casas y Mayorazgos. (...) //

Página 245

// (...)

Alterose despues esta Ley del año de mil quinientos e veynte y ocho en el año de mil quinientos e sete(n)ta y seys. Porque las demas Familias nobles, que en las 28 se avian consumido, no contentos con esta reformacion, y de estar gastados sus apellidos en los agenos, pidieron a la Señoria, que esta confederacion se deshiziese, y cada uno gozasse libremente de su apellido an //

Página 245v

// antiguo, y de la nobleza y calidad que pur el se le deviesse, aviendo sido, como fueron, las suyas tan ilustres con grandes hazãnas en gloria de la patria.

De las quales avian salido Principes, Señores y Grãdes, que por sus valores mereciero(n) casar con hijas de los Emperadores Griegos, y en otras Casas Reales de la Christiandad, y era cosa indecente y rigurosa, passar adelante aquella reformacion. Principalme(n)te constando por los libros y Anales de aquella Señoria averse hallado las de mas Familias della en el año de mil y quinze en la conquista de Cerdeña, y prision del Rey Moyfayto. (...)

Y particularmiente en los Reynos de Espana en la conquista de Almeria en el año de mil y ciento y quarenta y siete, onde ganaron el Vaso de la Esmeralda, que oy tiene aquella Señoria, aunque las historias de Genova refieren averla ganado en las guerras de Ultramar. (...)

Y don Christoval Colon primer Conquistador de el nuevo mundo de las Indias, que como escrive Paulo Iovio en sus Elogios, fue natural de Albizolo cerca de Saona de aquesta Señoria, de quien deciende la Casa del Duque de//

Página 246

// de Veragua Almirãte de las Indias, y Marques de Xamayca. Cuyas Armas son un Escudo en Mantel, en el primero un Castillo de oro en campo roxo, y en el segundo un Leo(n) Roxo en campo de plata, y en lo baxo unas Ondas de plata y azul con cinco islas de oro, con una letra q(ue) dize.

A Castilla, y a Leon mundo nuevo dio Colon. (...)



___________

(1) (c) Universidad de Sevilla.

(2) Calva, Cattaña, Centuriona, Cibo, Cigala, Doria, Fiesca, Fornara, Franquis, Gentil, Grilla, Grimalda, Imperial, Interiana, Iustiniana, Lercara. Lumelin, Marin, Negra, Negrona, Palavisina, Pinela, Prementoria, Salvago, Sauli, Spinola, Vivaldo, Vzodimare.

Eduardo Albuquerque

14 comentários:

Colon-o-Novo disse...

Maravilho-me diáriamente de como neste blog se insiste em ir buscar as "tretas de terceiros" somente para seguirem provando que ninguém sabia de onde era o Almirante Colon.

Gonçalo Argote de Molina não sabia e por isso diz aquilo que outro tinha "afirmado"
Paulo Iovio que era "natural de Albizolo cerca de Saona" sem uma só prova.

E na sua segueira genovesa tanto como na sua ignorância dos factos (ou cobardia de apontar os erros)ignoram totalmente o gravo erro na descirção do brasão do Duque de Verágua.

"en el primero un Castillo de oro en campo roxo, y en el segundo un Leo(n) Roxo en campo de plata, y en lo baxo unas Ondas de plata y azul con cinco islas de oro, con una letra q(ue) dize.
A Castilla, y a Leon mundo nuevo dio Colon."

ERRADO.
Porque não fala das âncoras nem do elemento na ponta, elemento esse (de ouro, azul, e vermelho) que muitos tinham-nos vendido como as armas dos tecelões de Génova.

ERRADO em descrever um brasão que estava à frente de todos mas ao mesmo tempo apoiam-se nesse Gonçalo Argote de Molina para provar aquilo que ninguém saberia e que estava bem escondido de todos: a verdadeira nacionalidade de Colon.

(O brasão posto aqui com nome COLON pertencia somente somente aD. Hernando Colon- filho do Almirante - que era um Henriques pelo lado da mãe.)

Basta somente olhar por todos os posts aqui e ver que cada um deles tem a sua "histórieta da treta" e que o que conseguem provar é que ninguém sabia nada.
Nem sequer para descreverem aquilo que estava às vistas podemos acrediar nos genovistas.

Não sei como um blog destes que se entitula Pseudo-História Colombina deixa passar tanta pseudo-história colombina sem comentar sobre ela. Devem de ter perdido a critica e rigor que tencionavm ter no início.
Ou então a critica está reservada somente para a teoria Portuguesa.

Manuel Rosa

J. C. S. J. disse...

Querem mesmo saber o que são tretas:
D. Filipa Moniz de alt(íssim)a nobreza, comendadeira de Santiago;
Conspirações, espiões e zombies;
Alta ciência, supremo latinista e super-homem;
Naturalidade de (1.) Colos, (2.) Cuba e, já agora pois é mais plausível, (3.) Bairrada;
A filiação na casa real ou mesmo na nobreza (seja na portuguesa, na italiana ou na marciana - esta última com maior probabilidade que as anteriores).

J. C. S. J. disse...

Tinha apostado com o Dr. Albuquerque em como alguém iria chamar a atenção para o facto dos Colombos não estarem incluídos na nobreza genovesa, facto que vem em reforço da origem plebeia dessa família e, portanto, plebeus não casam com nobres (o que sabemos ser mentira), nem falam com príncipes (mentira ainda maior), são incultos (desgraçado de mim!) logo os colombos genoveses não podem ser família do Almirante.
Afinal sobrestimei a outra parte...

Anónimo disse...

Quando um processo de averiguação de identidade, vida e costumes, com testemunhos ajuramentados e assinados, é com tal ligeireza depreciado, senão ignorado, torna-se patente que este Blog não é o lugar mais indicado para quem assim se manifesta.

Nestes termos, havendo verdadeiro interesse, sugere-se a frequência de ensino especial específico como meio de recuperação.

Eduardo Albuquerque

Anónimo disse...

"J.C.S.J. disse...
Querem mesmo saber o que são tretas:
D. Filipa Moniz de alt(íssim)a nobreza, comendadeira de Santiago"

Pode-nos esclarecer se Filipa Moniz era residente em Santos-o-Velho e se as residentes em Santos-o-Velho requeriam autorização do mestre de Santiago para casarem?

Afinal de contas este é o argumento do Dr. Manuel Rosa, que pelas regras da Ordem de Santiago D. João II teria que autorizar o casamento da nobre com o plebeu por ser o dito mosteiro pertencente à Ordem de Santiago.

J. C. S. J. disse...

Estas observações estão há muito respondidas aqui neste espaço. Para rever o que aqui se escreveu sobre o assunto basta seguir a ligação na secção lateral «Temas, ou etiquetas» "Filipa Moniz". Destaco especialmente os textos «Filipa Moniz - a não comendadeira», «Filipa Moniz, órfã da Casa do Infante D. Henrique», «Por que Margarida Vasques importa», «Uma burguesa no mosteiro de Santos», «Filipa Moniz - conclusões após a leitura dum documento» e «O “antes de ser já o era”».

Anónimo disse...

Pelos vistos a pergunta não foi respondida e confirma que isto tem muito que se lhe diga.

Existência de autorização para casamento ou não? Tal é a incomodante questão.

Osvaldo Breyner - Advogado

J. C. S. J. disse...

Então queira reler o que foi aqui escrito sobre o assunto.

Anónimo disse...

Li e reli, não encontro nada em nenhuma das ligações laterais, desculpa que lhe diga mas a questão fica em aberto, ou seja, concretamente, a autorização de casar dada pelo rei é um tema que fica aqui por tratar.


Com todo o respeito, reafirmo que o assunto em causa ainda não foi tratado, portanto ficarei atento a um breve estudo da questão por parte dos autores deste blog, se estes não temerem tal trabalho.

Boa noite,
Osvaldo Breyner - Adogado

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Sr. Breyner, que se diz advogado

Dadas as manifestas dificuldades de interpretação ora reveladas,deduzo que queira uma linear resposta tipo "sim" ou "não". Infelizmente terei que o informar que é "talvez sim, talvez não"! Não havendo qualquer documento que comprove que Bartolomeu Perestrelo pertencia á Ordem de Santiago e podendo Filipa Moniz estar em Santos, se é que estava, com diferente estatuto, o único esclarecimento possível é esse.

Anónimo disse...

Incrivel !

Minha senhora, sinceramente não sei como lhe ensinaram a ler na escola mas a pergunta foi e, pelos vistos sera sempre :

Era obrigatória a autorização do rei para que dois membros da ordem de Santiago se casassem ou não ?? Eu nem falei no caso de Colom , nem de qualquer um.

Desculpe este tom acerbo mas dado as múltiplas vezes em que me referi a este problema em particular não suspeitava que se poderia ler tão torto.

Ora veja :

- "Existência de autorização para casamento ou não? Tal é a incomodante questão."
Segunda-feira, Junho 23, 2008 10:17:00 PM

-"a questão fica em aberto, ou seja, concretamente, a autorização de casar dada pelo rei é um tema que fica aqui por tratar."
Terça-feira, Junho 24, 2008 12:49:00 AM


Fossem eles quem fossem, de maneira objectiva e puramente processual, requeria-se a autorização do rei para que dois membros da ordem de Santiago se casassem ou não ??

...

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Sr Breyner

Igualmente não sei como "lhe ensinaram a ler", mas respondo á sua "incomodante" questão: era necessária autorização do Mestre para dois membros de Santiago contraírem casamento, entre si, evidentemente, e continuarem a gosar do respectivo estatuto.
É evidente, também, que, sem essa autorização, podiam casar, sujeitavam-se, contudo,ás inerentes consequências.

Anónimo disse...

Foram necessarias 4 tentativas para vocé responder claramente ao que foi perguntado e não a qualquer outra coisa.

A minha ironia sobre o persistente erro de leitura deve-se a esse facto, nada mais.

De qualquer das maneiras um obrigado. E outro obrigado de antemão por obeceder as regras do metodo imposto aos historiadores que consiste em citar fontes para o que se afirma.

Osvaldo Breyner - Advogado.

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Sr. Breyner, que se diz advogado

" De maneira objectiva e puramente processual" recomendo-lhe a leitura de Joel Mata: "A Comunidade Feminina da Ordem de Santiago – A Comenda de Santos na Idade Média (1991) e A Comunidade Feminina da Ordem de Santiago – A Comenda de Santos em finais do Século XV e no Século XVI – Um Estudo Religioso, Económico e Social."