segunda-feira, 4 de dezembro de 2006

Dar a mão à palmatória

Gentilmente foi-me apontado um erro de leitura na assinatura de Filipe IV de Espanha, o qual publicamente aqui reconheço.
Contudo, e não releva em nada o sucedido, seja um F, seja uma cruz, seja um maneirismo final meramente decorativo, não deixa de ser muito parecido com o monograma criptográfico de Cristóvão Colombo, tal como o designam Luciano da Silva, Manuel Rosa e Eric Steele.
Este meu erro tem o mérito de demonstrar a validade do princípio de Occam (KISS, posto de forma ligeira): a explicação mais simples é, provavelmente, a verdadeira. E esta última explicação é sem dúvida mais simples.
Ora é precisamente este princípio que está totalmente ausente nas dissertações referenciadas como tema deste sítio – um sítio que discute ideias e não pessoas!

Voltando ao meu erro, todos os erros têm explicação e este não é excepção:
fui negligente;
esqueci a lição em que um grande mestre de paleografia me chamou a atenção para o facto dos reis portugueses assinarem com uma cruz (5 pontos, quinas) depois da palavra Rei e que os espanhóis não o faziam, pondo o seu nome, excepto Carlos V que variava frequentemente a sua assinatura;
deixei-me levar pela tradição portuguesa da cruz e esqueci que os espanhóis podiam fazer diferente;
estava a seguir uma linha específica de raciocínio, essa sim importante, e esqueci que são os detalhes que mais contribuem para dar coerência e credibilidade ao todo.

A possibilidade de eu voltar a errar é grande, admito-o, e desejo ser corrigido quando assim for, pois não tenho pretensões à verdade e só quero ser honesto.

6 comentários:

Anónimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blogue.
F. V. F. disse...

O comentário anterior foi removido por conter linguagem obscena.

Anónimo disse...

J. C. S. J, apesar de ser grosseiro este anonimo um pouco irritado pela tua maneira de agir tem em parte razão.

Não duvido da tua honestidade e de o teu objectivo de imparcialidade mas o minimo que podias fazer seria ler a obra por completo ou pelo menos até um certo ponto onde tudo pode acabar por ter uma explicação, ou não.

Aquele post das perguntas e este pequeno erro de observação poem a tua critica à prova.
Se o autor levou quinze anos a elaborar a sua teoria duvido que alguem seja eficaz ao parar em cada pagina que te lhe pareça duvidosa.

Acho que pelo contrario, ler a obra e apontando cada elemento estranho ou pouco fiavel conforme vais lendo seria mais respeituoso para o homem.
Ao fim teriam uma verdadeira confrontação e um debate construtivo.

PS: não te esqueças que ele foi convidado pela sociedade geografica de Lisboa, isso não é negligavel.

Saudações

Anónimo disse...

Errata:

Ao fim, bastaria expor esses apontamentos, e teriam uma verdadeira confrontação e um debate construtivo.

Anónimo disse...

Esta escumalha tem medo da critica da pseudo-critica, não percam mais o vosso tempo, isto não vai a lado nenhum

Anónimo disse...

Jjesuswiki

com esse nome, vai là vai