quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Assinatura de Colombo (03)

Um coisa que intrigou bastante os autores do Colombo Revelado foi o que identificaram como um monograma composto por várias letras sobrepostas, a saber: S de Salvador; F de Fernandes; e Z de Zarco. Assim, Cristóvão Colombo passou a ser Salvador Fernandes Zarco de acordo com a teoria dos autores.
Para a provar apresentam na p. 411 uma série de fotografias de documentos onde consta o famoso monograma perto da assinatura.


Olhando, somente para as fotografias sem conhecer os documentos e sem saber quem são os seus autores pode-se chegar às seguintes conclusões:
O chamado monograma é apenas a abreviatura de POR ou PRO com um maneirismo (algo que, ao longo dos tempos, é muito comum em início e fim de palavra), ou seja, é um P cortado (ver Borges Nunes, Abreviaturas Paleográficas, Lisboa, Faculdade de Letras, 1981, pp. 7 e 8 ou então passar uma temporada na Torre do Tombo a consultar documentação dos séculos XV e XVI).
Como é que se sabe que é uma abreviatura que se desenvolve por POR?
Porque se lê: “Por tu padre que te ama como a sy” onde se segue a assinatura.


“Por tu padre que te ama” seguida da assinatura.

“Por tu padre que te ama mas que a sí /” seguida da assinatura.

A foto 4 apresenta um exemplo de maneirismo final que serve para trancar a linha.
"Memorial del Almirante don Christoval pera su hijo don Diogo Colon /"

A foto 5 apresenta a abreviatura de POR logo seguida da assinatura. Mas, comparando esta assinatura com as anteriores, verifica-se que a forma de escrever o X, o P e o til por cima do XPO é diferente, o que quer dizer que esta assinatura foi feita por alguém que conhecia muito bem a assinatura do Almirante, talvez o seu escrivão, que assinou por ele. Deste modo quer dizer que esse alguém assinou POR Cristóvão.

4 comentários:

theman_ny disse...

Sobre O Mistério Colombo Revelado: Na verdade,acho que o livro deve ser lido acompanhando bem as interpretações bastante perspicazes do autor que nos coloca perante factos e documentos que lògicamente, nos conduzem a uma solução que ainda não tem bases suficientemente evidentes de C.C. foi filho de um nobre português.
Manuel Rosa é suficientemente honesto e cuidadoso para deixar aos leitores a obrigação de raciocinar sobre tantos e tantos documentos e relatos de circunstâncias.Contudo, é mais fácil concordar com a nacionalidade portuguesa do tentar negá-la.
Ele aguarda, com muita fé, que apareçam novos documentos para poder pôr o preto no branco.Os testes de A D N são uma das suas maiores esperanças.
Não me custa acreditar que pode vir a ter razão, mas não ficarei desiludido se suceder o contrário.
Quanto a mim, pobre leigo, uma coisa é certa, o livro coloca com bons argumentos
a hipótese da nacinalidade portuguesa, perante a nunca categòricamente provada
nacinalidade Genovesa ou Catalã. Desmonta mesmo a argumentação pouco consistente que outros usaram, talvez levianamente, ou por desconhecimento do ambiente da Corte de D.João II com todas as intrigas político-económicas e sociais
da época.
O livro vale como um todo, pois ao fim e ao cabo todo o seu texto constitui um argumento global. O seu título "O MISTÉRIO COLOMBO REVELADO" define bem o conteúdo poi não tem o título " O MISTÉRIO COLOMBO RESOLVIDO".
MANUEL ROSA merece um aplauso pelo seu minucioso trabalho de pesquisa, pela sua agudeza de interpretação e raciocínio, pela sua capacidade descobrir contradicões nos historiadores seus antecessores. Deixa-nos perguntas perante
tradicionais "verdades" que não encaixam em lado algum!?...
Resumindo: vale a pena ler.
NOTA: espero que não venha alguém dizer que tenho comissão na venda do livro!...

P.Melo

Anónimo disse...

Mais outra comedia, não basta vocé criticar uma parte sujeita a varias interepretações, critica a apreciação dos autores nesta materia mas tambem là vai a sua teoria....é uma comedia

Anónimo disse...

O anonimo de Terça-feira, Novembro 28, 2006 8:26:00 PM sou eu, quando estava a falar de vocé, estava a dirigir-me perante os autores deste blog...

Anónimo disse...

Só posso dizer LOL ás vossas interpretações do POR e PRO.
POR e PRO LOL