sábado, 22 de novembro de 2008

Um livro muito didáctico

Hoje passei numa livraria onde um livro me prendeu a atenção por ter como título O Alentejano que Descobriu a América. Obviamente que resolvi dar uma vista de olhos. Para além do título extravagante o livro é também curioso pela sua veia literária, por não ter páginas numeradas e muitas outras palermices.
A veia literária vê-se pela seguinte passagem:
(...) o rapaz prendeu-se de amores (ou de calores, não se sabe) (...) por uma rapariguinha de boas famílias (...) e zás, a moça engravida...

Logo à frente, para se dar um ar de erudição, resolve-se referir a palavra Sefarad em hebraico. Bom, os caracteres são hebraicos, mas escritos da esquerda para a direita o que dá uma palavra que não existe, pelo menos nos meus dicionários. Ou seja, דרפס em vez de ספרד. É óbvio que para quem não percebe nada, é indiferente a posição dos caracteres…

Depois envereda pela história dos judeus portugueses onde o autor revela a sua estrondosa ignorância.
Refere-se que Colombo foi baptizado com o nome Salvador Fernandes Zarco, mas no sentido de lhe ter sido dado esse nome, dizendo-se ser complicado baptizar um ilegítimo e muito mais porque o avô era sefardita.
Comecemos pelo princípio.
Se o avô era sefardita, ou seja, judeu (português ou espanhol, é indiferente) porque raio, porque carga de água, ia baptizar o neto?
Mas, imaginemos que os avós e os pais foram iluminados pelo Espírito Santo e baptizaram a criança. Porque razão tinham de ser discretos? Porque era filho bastardo e porque tinha sangue judeu?
A bastardia nunca foi impeditiva de baptismo. Mesmo as conservadoras regras estabelecidas pelo Concílio de Trento obrigavam a que as crianças fossem baptizadas nos primeiros dias de vida e isto independentemente de serem ou não legítimas.
Os judeus portugueses, que se saiba, sempre foram orgulhosos da sua religião e apesar das mais adversas condições sempre assumiram a sua identidade judaica até à implantação da Inquisição em Portugal, o que só sucedeu em 1536. Até aí, e mesmo após esta data, as pessoas eram identificadas por todos como sendo judias. Se queriam passar despercebidos, se alguma razão para isso houvesse, não conseguiam. Até houve distintivos específicos, embora com pouco uso, diga-se.
Na época em que Colombo viveu em Portugal os judeus praticavam livremente o Judaísmo e não tinham motivo para esconderem a sua religião. A expulsão e conversão forçada dos judeus ocorre em Portugal muitos anos depois de Colombo estar ao serviço dos Reis de Castela e Aragão. Até 1497 em Portugal os judeus tinham nomes judeus e não precisavam de ter outros, nem de se baptizarem, a não ser que a sua convicção religiosa o determinasse. Uma questão curiosa é: porque razão um pretenso judeu português (baptizado ou com nome dado, segundo o autor) iria dum país onde era livre de praticar a sua religião para Espanha onde havia Inquisição e perseguição aos judeus?

Mais ainda, porque razão haveria um bastardo dum infante de Portugal servir como marinheiro? É plausível que os Reis Católicos e toda a nobreza portuguesa, e até mesmo castelhana, não soubessem que Colombo fôra antes Salvador Fernandes Zarco?

29 comentários:

J. C. S. J. disse...

... e desta vez deixaste escapar a minhoca a que insistem em chamar lamed. Está na página ... (olha vai procurar!...)

Anónimo disse...

"Bom, os caracteres são hebraicos, mas escritos da esquerda para a direita o que dá uma palavra que não existe, pelo menos nos meus dicionários. Ou seja, דרפס em vez de ספרד. É óbvio que para quem não percebe nada, é indiferente a posição dos caracteres…"

Levou esses "seus" dicionarios para a loja ou estavam là depositados em previsão da sua passagem??

Quer nos fazer crer como se nada fosse que o anónimo f.v.f é judeu, ou, mais outra vez, que notou assim do nada um erro de hebraico ?

Anónimo disse...

"Até houve distintivos específicos, embora com pouco uso, diga-se."

"embora com POUCO USO", no Portugal do século XVI??!! So faltava esta.

Dar lições sobre historia dos judeus de Portugal e começar com uma revelação de ignorância ainda mais estrondosa do que a do autor que critica, é possível.

O seu texto confirma a ignorância do autor do livro criticado, mas confirma ainda mais a sua ignorância abissal no tema.

Antes de querer dar lições com grande pompa e arrogância seria de bom tom ler ou reler alguns tomos do Sr.Saraiva ou Martins, para começar. E se o Sr for judeu de pouca memória posso-lhe indicar umas obras mais especificas, mas duvido muito que o seja quando acena com o seguinte:

"Os judeus portugueses, que se saiba, sempre foram orgulhosos da sua religião e apesar das mais adversas condições sempre assumiram a sua identidade judaica até à implantação da Inquisição em Portugal, o que só sucedeu em 1536. "

Isto e muito mais me leva a pensar que certos autores deste blog andam mesmo a gozar com os leitores (aqui remeto para a minha indignação perante a maneira como foi justificada outra afirmação ultra tendenciosa por parte do Sr.J, "~").

Mas digo-lhes que provocaçoes destas são verdadeiramente desagradáveis e seria bem que o autor se atrevesse a dar uns passos na realidade em relação a historia da comunidade judaica de Portugal.

Ja querer dar coo generalizado o que sucedeu a Fernao Gomes é risivel, basta ver que hoje a situação hoje pouco melhorou, mas vir influenciar os mais desprevenidos sobre uma pseudo excepção portuguesa as condições de vida que caracterizavam os judeus da época, é algo intolerável.

Pode corrigir o seu texto e esquecer estas palavras, ja que errar é humano, mas aquele disparate não passara desapercebido aos outros que sabem tão pouco como 1502...

Zé - Aquele que deseja ficar tão anónimo como vocês.

Anónimo disse...

Sr Zé anónimo

Está-se a falar do Portugal do século XV,antes da expulsão dos judeus ( pseudo expulsão, diga-se de passagem) e antes de D. João III ter importado a Inquisição!
A comunidade judaica não escondia o seu nome nem a sua religião, que praticava livremente. Veja bem a quantidade de judeus que rodeava D. João II e veja lá se se tinham baptisado ou mudado de nome!
Abraham bar Samuel Abraham Zacut não tinha alterado o nome nem a religião, José Vizinho e Abraão Samuel Dortas idem, Abraão Guedelha era conceituadíssimo etc!
O Sr. Zé é que parece andar por aqui a reinar com o povo!

Maria Benedita

Anónimo disse...

Exmo Sr V

Manda o mais elementar bom senso, que não se escreva sobre assuntos que se desconhecem.
Mas o Exmo Sr V, na sua cruzada anónima, contra Portugal, na pressa de ridicularizar um defensor da nacionalidade Portuguesa de Colombo, envereda pelo caminho delicado e complexo da Religião.
Sendo a Religião o cerne de toda a questão, e um assunto que o Exmo V óbviamente não domina, insensatamente, permite-se concluir que a liberdade religiosa em Portugal, apenas terminou em 1536, com a implantação da Inquisição.

Exmo Sr, em cumprimento de uma das cláusulas do casamento, com a Infanta espanhola D. Isabel, D. Manuel I, decreta em Dezembro de 1496, a expulsão dos Judeus, do Reino, num prazo de dez meses. Mais tarde em 1497, transformaria este decreto de expulsão em conversão forçada ao Catolicismo Romano.

Termina aqui a liberdade Religiosa em Portugal.

Poucos anos depois, em 1506, dá-se o Massacre dos Judeus em Lisboa.

E em 1515, o mesmo Rei D. Manuel I, dá instruções secretas ao seu Embaixador em Roma, para que solicite ao Papa permissão para implantar a Inquisição em Portugal.

Não adianta escamotear os factos. Por muito que isso lhe custe, caro Sr V, eles estão à vista de todos.
E D. Manuel I, será sempre recordado como o Rei que traíu os seus antepassados e a História do seu País.

"Cresceram as fogueiras no Rossio e na Ribeira; e os bandos íam caçar pela cidade os Judeus escondidos, invadindo as casas. Traziam-nos ás manadas de vinte, amarrados, feridos, cuspidos, semi-mortos; lançavam-nos, aos montes, nas fogueiras. As chamas crepitavam, e os gritos dos moribundos conseguiam ouvir-se por entre o vozear da plebe. Os sinos dobravam a rebate, chamando os fiéis à matança. Viam-se homens despirem-se, para mostrarem que, não sendo circuncizados, não poderiam ser Judeus; porque o furor da plebe já arrastava a queimar tudo, numa numa fogueira que purificasse os ares pestilentos."

J.P. Oliveira Martins in História de Portugal. Tomo II

Foi nesta monstruosidade que D. Manuel I, transformou o antigo Reino da tolerância.

E desde então, os ares pestilentos da Inquisição, ainda não se dissiparam.

Mas ao menos, que haja respeito, pela memória dos que morreram.

Marília Luís

Anónimo disse...

"pseudo expulsão, diga-se de passagem"

No comment

Anónimo disse...

"( pseudo expulsão, diga-se de passagem) (...)

Maria benedita"


Negar um facto tão importante como a Diáspora da comunidade judaica Portuguesa consequência da expulsão ordenada por D.Manuel II é um acto grave que põem seriamente em causa a interpretação histórica levada a cabo por este site. Se se negar a amplitude deste acontecimento, então, quem sabe o que se poderá negar de seguida, ou o que ja se terá negado aqui.

Em respeito pelas vitimas da intolerância religiosa e pelo bom senso comum de qualquer historiador, os autores do artigo assim como os outros contribuidores tem o dever publico de esclarecerem as suas posições relativamente a parcialidade exposta por a Sra Benedita.

Anónimo disse...

Ohh, mas como é possível?? Então certas pessoas neste espaço não sabem que os judeus portugueses tiveram sempre muito "orgulho" e nenhum receio em assumirem a sua religião no Portugal do século XV/XVI??

Por favor, não me venham cá com essa treta das pseudo-aljamas, dos pseudo horários de circulação, das pseudo vestimentas distintivas, dos pseudo fiadores, das pseudo fogueiras mal cheirosas, das pseudo conversões forçadas, do pseudo massacre de 1506 ou até de uma pseudo expulsão que teria levado a pseudo migrações pelos lados de Amesterdão etcetc.

Enfim, tolices disparatadas sem pés nem cabeça que se encontram nesta selva cibernética, estoria pura, pseudo-historia falaciosa, porque afinal esse povo sempre foi tratado tal e qual como os cristão-velhos! Uma evidencia intangível até a data de hoje!


O nosso Portugal sempre tratou essa gente com muito carinho, mas confesso que houve algo que não correu bem e não sei bem qual foi a razão, creio que a Sra Benedita não me poderá ajudar.

Dada a ausência de factos referindo qualquer discriminação perante os judeus na nossa historia, só me surpreende que de mais ou menos 200.000 indivíduos no fim desse sec XV (que lhes foi tão pacifico), passaram, sem qualquer conflitos "diga-se de passagem", para no máximo 2000 indivíduos nos nossos dias.
Isto é uma incógnita que só vira a ser explicada quando se encontrar material histórico, e vale relembrar que o que é pseudo disponível até agora são pseudo provas de pseudo-historiadores.

Zé...povinho claro.

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Ó Sr. Zé Povinho

Efectivamente em 500 anos de história a comunidade judaica em Portugal foi diminuindo. Não lhe vou explicar porquê, acho que está na altura de o Sr. resolver estudar um pouquinho para perceber o fenómeno! Sabe, estudar não faz mal a ninguém , nem esturrica os miolos!
Já agora, a Sra Benedita aconselha-lhe a leitura de um livrinho essencial : "Sobre Formas de Tratamento na Língua Portuguesa", do Professor Lindley Cintra.
É que estou fartinha de ser tratada por "Sra Maria" "Sra Benedita" e senhorices de igual jaez. Custa-lhe muito ser minimamente educadinho e dizer " a participante fulana de tal?"

Maria Benedita Vasconcelos disse...

ao participante Zé...que não povinho

"Negar um facto tão importante como a Diáspora da comunidade judaica Portuguesa consequência da expulsão ordenada por D.Manuel II é um acto grave que põem seriamente em causa a interpretação histórica levada a cabo por este site. Se se negar a amplitude deste acontecimento, então, quem sabe o que se poderá negar de seguida, ou o que ja se terá negado aqui."

Como é evidente não nego as consequências da expulsão dos judeus, ordenada por D. Manuel, nego é que, no século XV, e no tempo de D. João II os judeus tivessem que se ocultar, mudar de nome, baptisar, etc, que foi a questão primitivamente colocada para o " baptismo" de um tal Salvador/Fernandes/Gonçalves/ Henriques Zarco, que, coitado, nem nunca existiu.
No que respeita á questão judaica no tempo de D. Manuel II, canta outro galo, mas há que o analisar com olhos de ver e não apenas com base no massacre popular de Lisboa!
Com D. Manuel perdemos gente do melhor, sem dúvida, e foi uma grande perda para a nossa cultura e para a nossa economia, mas leia a opinião de Damião Peres sobre os "convertidos" e acabe com os facciosismos religiosos!

Anónimo disse...

Penso que deve ser a única a não ter notado o tom dramaticamente irónico do caro "Zé", justamente "povinho" em reação ao que vocé qualificou de "pseudo" expulsão.

Marco

Anónimo disse...

Penso que deve ser a única a não ter notado o tom dramaticamente irónico da ultima mensagem do caro "Zé", justamente "povinho" em reação ao que vocé qualificou de "pseudo" expulsão.

PS: Entendo a aflição de ambos.

Marco

Maria Benedita Vasconcelos disse...

"Dramaticamente irónico", Marco, é romance, não é para aqui chamado, creio que a análise a fazer é histórica. Quando falo, e bem, de pseudo expulsão é face aos números dos "expulsos" e ao dos "convertidos". Leia o "D. ManuelI" de João Paulo de Oliveira e Costa, se Damião Peres lhe dá muito trabalho, e poupe a demagogia.

Anónimo disse...

Exma Sra Dra Maria Benedita Vasconcelos

Sobre Análise Histórica

"A expulsão dos judeus portugueses, quaisquer que sejam as razões que, na época, possam ter sido ou aparecido como motivação, foi um acto iníquo, com profundas e nefastas consequências na ordem moral e na ordem material.
Foi ainda injusta, pelo muito que devíamos a esses portugueses que também eram Judeus.
Iniciou um ciclo de violência e obscurantismo, cujas marcas perduraram.
Provocou sofrimentos sem conta, perdas, humilhações, ofensas. Empobreceu-nos como povo. como país, como cultura, como vida colectiva."

Ex-Presidente da República Dr Jorge Sampaio.

in "Sessão Solene que assinalou os 500 anos do Decreto de Expulsão dos Judeus de Portugal".

Assembleia da República
5/DEZ/1996

Sobre a perversão da sociedade portuguesa, a que os princípios inquisitoriais, conduziram.
E que ainda hoje, sob a capa dum estranho conceito de dever, leva pessoas, que assumem o que escrevem com o anonimato das iniciais, ou com um nome que não é seu, movam perseguições impiedosas aos que usando um Nick, manifestam pontos de vista opostos.

"Um horror invisível paira sobre a sociedade: a Hipocrisia torna-se um vício nacional, a delação é uma virtude religiosa."

Antero de Quental em "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares".

Melhores Cumprimentos

Marília Luís

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Marília

Não começo este post com um enorme palavrão apenas porque me foi ensinado que uma senhora não diz palavrões! Mas, por vezes, apetece-me pouco ser uma senhora!
Assim,apenas lhe digo, contrafeita, que falava do século XV, e se contuinua a dizer palermices senm olhar à época..,.digo-lhe mesmo o palavrão!Repare que, vindo de si e de toda a tolice joaquimita, arturiana, dama do Lago, sei lá mais o quê que tem dito no Fórum do Genea, um palavrão é pouco, seria necessário um turpilóquio!

F. V. F. disse...

Ao Zé
Quando me refiro aos sinais específicos que os judeus supostamente teriam de usar em Portugal e raramente o fizeram, leia-se:
Kayserling, História dos Judeus em Portugal; Mendes dos Remédios, Os judeus em Portugal, 2 vols.; Lúcio de Azevedo, História dos Cristãos-Novos Portugueses; Elias Lipiner, Os Baptizados em Pé; Maria José Ferro Tavares, Os Judeus no Século XV; idem, Os Judeus no Século XVI; idem, Los Judios en Portugal; idem, Os Judeus e os Descobrimentos … (podia continuar).
Hebraico:
Abraham Hatzamri e Shoshana More-Hatzamri, Dicionário Português-Hebraico e Hebraico-Português, (têm de saber a ordem das letras no alfabeto).

Outro esclarecimento: quando Colombo viveu em Portugal, ou seja até aos anos oitenta de quatrocentos, os judeus não tinham razão para esconderem a sua identidade ou religião. Os judeus sempre foram para o rei português “coisa sua” e na Corte existiram sempre judeus, Portugal tinha um grão-rabino (nomeado pelo rei e com estatuto de nobreza) com poder supremo sobre todos os outros rabinos que encabeçavam as diversas comunidades (mais de uma centena espalhadas por todo o território), e havia uma coexistência, nem sempre pacífica entre cristãos e judeus.
A diáspora sefardita iniciada em 1492 foi posterior à estada de Colombo em Portugal. Nessa altura, os judeus que não se quiseram converter em Espanha (os Reis Católicos patrocinaram o seu baptismo) e vieram para Portugal onde ficaram depois de terem pago determinadas quantias e puderam manter a sua religião inserindo-se nas comunidades portuguesas.
Nenhum autor em parte alguma deste blog, ou fora dele, negou a diáspora sefardita.
Não lhe vou responder sobre a diminuição da população judaica pois em 1497, com a conversão forçada, deixou de haver oficialmente judeus em Portugal. Os que existiam levaram com água-benta e tornaram-se cristãos, novos bem entendido. Mas hoje, os estudiosos de ADN dizem que uma percentagem considerável da população portuguesa tem genes que se podem identificar com genes específicos de judeus. Tudo depende do que entende ser um judeu…

A Marília Luís
Volto a afirmar o que disse ao Zé: a expulsão dos judeus de Portugal é posterior à estada de Colombo. A expulsão dá-se em 1497 e Colombo nessa altura já andava em explorações por conta dos Reis Católicos, o mesmo se pode dizer do Massacre de 1506. Como podem os acontecimentos posteriores influenciar os anteriores?
Não sei quem anda baralhado com datas. E muito menos quem anda a desrespeitar aqueles que já morreram e não têm como responder.

A Maria Benedita
Obrigado pelo seu apoio e pela sua diligência.
Um abraço

Colon-o-Novo disse...

Sobre Cristóvão Colon ter sido um Judeu não existe uma só gota de prova. Nem o ADN o verifica sendo ADN de Colon comparável com os brancos da Europa.
nem haveria alguma razão para se esconder se fosse Judeu na altura nem se fosse plebeu necessiatava de se esconder.
A censura sobre a linhagem dele era por razões muito mais improtantes.

-Manuel Rosa

Anónimo disse...

"Nenhum autor em parte alguma deste blog, ou fora dele, negou a diáspora sefardita."
F.V.F

Ai não ?

""pseudo expulsão, diga-se de passagem""

Maria benedita.

Bastava ler um pouco o que as lindas provocações revisionistas da sua colega, mas entendo que ão pode ter nenhum controlo sobre as interpretações historicas de cada um, neste caso é vergonhoso ter alguem com estas ideias e outras no seu circulo de autores.

Cumprimentos,

J. C. S. J. disse...

Zé,

Qualquer pessoa minimamente informada e com o mínimo de inteligência entende o que foi escrito.
Pseudo-expulsão - falsa expulsão - deve ser entendida à luz dos acontecimentos e iniciativas de D. Manuel em 1497. Afinal a conversão forçada e as dificuldades colocadas à saída dos judeus tinham por objectivo impedir que estes saíssem e assim se cumprisse a ordem de expulsão.
Em vez de fazer comentários ignorantes e de má-fé mais valia ler a bibliografia recomendada por FVF.

Anónimo disse...

Exma Sra Dr Maria Benedita Vasconcelos e Exmo Sr F


De facto uma Senhora não deve nem dizer, nem escrever palavrões.
Os homens também não o deveriam fazer, quanto mais não fosse por uma questão de educação. Lamentàvelmente a eduçação não é a regra nos dias de hoje, e assistimos frequentemente ao triste espectáculo da negação sistemática do que se disse ou fez, porque se queria dizer ou fazer exactamente o inverso.
Reflexos da mentalidade inquisitorial implantada pela Igreja de Constantino, que encontrou eco numa certa nobreza de poucos valores, e na burguesia mercantilista emergente.

A mentalidade inquisitorial é sobretudo uma forma de estar na vida.

É exactamente essa mentalidade, que conduz a perseguições inadmissíveis, como aquela a que assistimos há algum tempo ao Fernando Aguiar, de longe o participante mais culto do Fórum Genea.

No entanto, outros usam Nicks, e escrevem sob outro nome....

Aqui mesmo, neste Pseudo-Blog, os autores, que se escondem atrás do anonimato, impõem a todos os outros, as normas que eles próprios nunca seguiram, constituindo assim, um magnífico exemplo, da torpe mentalidade inquisitorial que perfilham.

Marília Luís

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Marília

Bem pior que a mentalidade inquisitorial de que fala é a mentira. E a senhora está a mentir!

Ninguém perseguiu o Fernando Aguiar, ele é que perseguia, e de modo Pidesco, Luís de Albuquerque, investigando a sua vida pessoal, a sua vida profissional e as suas opções políticas. E quem quer atentar contra a honra e a dignidade de alguém, mandam os bons princípios que o faça dando a cara, isto é, o seu nome verdadeiro. Insinuar aleivosamente seja o que for sobre alguém acoitando-se por detrás de um nome falso é cobardia. E foi precisamente isso que lhe chamei, desafiando-o para dizer o seu verdadeiro nome como qualquer homem honrado que se preza de o ser e se responsabiliza por aquilo que diz.
Não o fez, mas descobri o seu verdadeiro nome por graça da "Igreja Santa, Católica e Apostólica, mas já não Romana". Foi essa frase que me alertou para quem ele era realmente e nem assim o persegui ou me vinguei de insinuações feitas sobre meu Tio. Por mail, propuz-lhe tréguas. Se as não aceitou e resolveu saír do Fórum explicando quem era foi por sua livre vontade.

Torpe, falsa e mentirosa é a sua participação!
Não se esqueça que tudo o que lhe estou a dizer consta do Fórum do Genea, pelo que é de fácil prova!

Anónimo disse...

Sr.J,

Para que este sitio não venha a adquirir a fama de ser liderado por revisionistas reprimidos, aconselho além do que já foi referido e claramente não lido pelo próprio Sr.F, as obras seguintes em português:

"Portugal e os Judeus" de J.Martins (Vol I, part 2 essencialemente)

"Os Judeus do Desterro de Portugal, de ANTONIO CARLOS CARVALHO" (TUDO)

Sera um bom começo, e se é tão fluente em hebreu como o Sr.F se reivindica, poderei aconselhar-lhe certas obras em língua hebraica para que tomem consciencia do irracional desse qualificativo "Pseudo" que a sua colega usou referindo-se o exílio dos judeus portugueses.

Por outro lado não posso deixar que se influenciem sem pudor os mais desprevenidos. A condição dos judeus em Portugal tal como foi descrita no texto original do Sr.F é muito simpática e tal tentativa de revisão da historia é comovedora para quem vive no dia a dia a historia dos judeus portugueses.

Infelizmente, essa tentativa de modificação dos factos para o melhor é totalmente inaceitável, já que em vez de factos se apresenta uma opinião totalmente oposta ao que referem os livros citados pelo próprio autor do texto em causa, diga-se de passagem!

Os judeus eram tolerados mas NUNCA foram isentos de discriminação e por tal NUNCA tiveram qualquer "orgulho"(?!) perante o resto da população e SEMPRE tiveram que usar um vestuário que os distinguisse, como chapéus, estrelas de David vermelhas bem à vista ou a cor amarelo no peito etc. Remeto também para uma amostra das diferencias já referenciadas num tom irónico:

-aljamas (judiarias)
-horários de circulação na cidade.
-Proibição de aceder a cargos públicos ou certas profissões
-fiadores cristãos para a maioria dos actos judiciais.
-fogueiras "mal cheirosa".
-conversões forçadas
-massacre de 1506 (foram 5000 mortos Sr.F, a partir dai devem ter explodido com a popularidade! que orgulho!)

Houve diaspora consequente a expulsão decretada por D.Manuel II, e repita-se de passagem a Sr.Maria Benedita, isso aconteceu, é um facto irrefutável, fique sabendo isso de uma vez por todas e se ainda tiver duvidas leia a obra acima referida que trata exclusivamente dessa "pseudo-expulsão" não obstante os remorsos legais de D.Manuel II.

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Ao anónimo de Novembro 24, 2008 5:37:00 PM


Não obstante a claríssima explicação do Dr. J.C.S.J. sobre a razão pela qual falei em "pseudo-expulsão", não obstante, igualmente, já ter explicado que NÃO nego a Diáspora judaica,o anónimo continua a malhar em ferro frio e a não querer interpretar o que escrevi.
Mas o melhor sérá explicar-lhe clarinho para militar o que quiz dizer: D. Manuel ordenou a expulsão dos judeus porque queria casar e a exigência feita era essa, mas, no fundo, não queria que eles saíssem de Portugal e, consequentemente, tomou medidas que os impedissem de o fazer.
Compreendeu agora o que eu quiz dizer com pseudo-expulsão? É uma expulsão que o monarca ordenou mas não quiz, fazendo posteriormente o possível para a evitar!
Já agora leia "D. Manuel I " de João Paulo Oliveira e Costa, pág.82 e seguintes e tente começar a agir de boa-fé e a tentar interpretar as participações de cada um empregando a cabeça!

Anónimo disse...

Exma Sra Dra Maria Benedita

Tem toda a razão. Está tudo gravado.
Quando se gravam os IPs, pode-se sempre identificar o computador de origem, e o respectivo proprietário.

Desejo-lhe as maiores felicidades
este "Admirável Mundo Novo".

Marília Luís

Marília Luís

Anónimo disse...

Meu D***, talvez usando um português menos ambíguo tivesse evitado esta confusão, pois mesmo que houvesse por parte de D.Manuel II intenção e actos ulteriores de aprisionar os judeus ele não conseguiu evitar a Diaspora consequente.

Houve "pseudo" expulsão "de jure" mas o que contou concretamente a nível Humano foi a expulsão "de facto", irresistível, e so assim se explica a Diaspora da tribu de Juda, maioritaria em Portugal, por todo o mundo (primeiramente Amsterdão).

Agora se a senhora e outros aqui pensam genuinamente que houve mesmo "pseudo expulsão" unicamente por D.Manuel se ter redimido uns meses depois do famoso decreto, é o seu "problema", um pseudo problema "burocrático", mas eu, assim como todos os autores citados na bibliografia, preferimos tomar em conta os factos reais com todas as suas consequências. Houve contra-decretos e então? Foi a partir desse momento que se foram saindo das teias da igreja de roma aos poucos os cerca de 200.000 que não ultrapassam hoje os 2000.

O que sucedeu foi o exílio, que por definição abstrai-se de qualquer regresso ao pais, da maioria dos judeus portugueses para principalmente Brasil, Holanda, Inglaterra, Bélgica, França, Alemanha, Grcia, Jugoslávia, Marrocos, Tunísia, Eretz Israel, Coração, Jamaica. Penso que não se da conta do cataclismo realizado por D.Manuel. Se pensa que a maioria ficou em Portugal antes sequer de 1536, esta bem errada.

Esta constatação em nada modifica as minhas criticas as considerações do Sr.F quanto as características sociais dos judeus antes e depois de 1497.

Anónimo disse...

"Quando se gravam os IPs, pode-se sempre identificar o computador de origem, e o respectivo proprietário".

Atenção com os restos de métodos inquisitórias.

Maria Benedita Vasconcelos disse...

Marília

Quais IPs qual treta!Sei lá os IPs de seja quem for!Essas palermices pidescas e policiais definem bem o que lhe passa pela cabeça!E note que é bem pouco saudável!
Quando lhe disse que posso provar o que se passou com o Fernando Aguiar é porque foi um caso público, consta das participações do Genea!

Desse "seu" mundo cheio de mentiras e má-fé nada quero, fique-se lá com os IPs e as investigações policiais .

Passar bem!

Anónimo disse...

Por uma questão de honestidade muito importante, devo esclarecer que existem "dois Marcos" que habitualmente têm exercido o seu direito de participar, e muito bem, neste blogue!
Uma vez que exijo ser responsável por aquilo que escrevo, e para evitar possíveis confusões no futuro, esclareço que passarei a identificar-me com o "Nik" pelo qual julgo já ser reconhecível:Matsukase.
Uma última nota. Devo também esclarecer que nada me move contra o "outro Marco", antes pelo contrário!

Convencido da compreensão de todos os que participam, os meus melhores cumprimentos para todos, mesmo para aqueles que manifestam desprezo pela minha "personalidade virtual"

Marco (Matsukase)

J. C. S. J. disse...

Para evitar tais confusões e abusos, recomenda-se o uso de assinaturas independentes como as possibilitadas pelo Google/Blogger ou OpenId.