sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Mais um atentado ao património histórico nacional

A eventual construção dum cais de cruzeiros em Angra do Heroísmo destruirá irremediavelmente o património arqueológico subaquático da baía. Com isso Portugal continuará a vender os anéis para sustentar interesses (quiméricos) passageiros à custa dum património que não é nosso mas dos nossos netos e da humanidade e do qual somos simples gestores.
À carta aberta ao Presidente do Governo Regional dos Açores que Alexandre Monteiro escreveu em 23 de Outubro de 2009 e à notícia do Público de 25 de Janeiro de 2010 deve-se acrescentar uma outra informação veiculada por outro arqueólogo subaquático português acerca da miragem que são os navios de cruzeiro: em Tobago este tipo de navios arrancaram do fundo do mar com as suas hélices de manobra não só os vestígios arqueológicos como também os restos humanos que aí repousavam e em San Juan de Porto Rico as hordas de turistas que desembarcam por poucas horas conspurcam e incomodam a população local sem lá deixarem dinheiro que compense esses danos.

O turismo de cruzeiro pouco ou nada de valor dá aos portos de escala e certamente não dará a Angra do Heroísmo, mas se ainda assim o poder quiser esbanjar o dinheiro público em mais um projecto faraónico que o faça na Praia da Vitória.

3 comentários:

Alexandre disse...

Ainda não tenho resposta, pelo menos directa. Só o que ouvi, por lamirés e zum.zuns... ;)

Colon-o-Novo disse...

Finalmente metem uma mensagem com a qual posso concordar. Certo que á volta das ilhas existem muitos destroços de barcos antigos que merecem ser não só protegidos mas estudados. ... agora, só entre nós, um amigo meu tem conhecimento de "piratas" do tipo da Odyssey Marine Exploration, muito bem chegadinhos a comandantes Americanos que usaram uma embarcação da frota da Marinha dos EUA para roubar tesouros no mar dos Açores durante a presidência do Mota Amaral. O barco dos Navy Seals tem um buraco no fundo por onde se pode entrar e sair sem ninguém ver e ancoravam lá ao longe sem haver ninguém do nosso Governo a ver o que andavam a fazer.
Os piratas tentaram negociar com o Governo para explorar os náufragos legalmente (o meu amigo foi o tradutor) pagando um tanto aos Açores, sendo que o governo achou a percentagem muito pequena e os piratas não queriam pagar mais não houve acordo. Então os piratas fizeram o que piratas fazem e levaram do nosso mar artefactos com valor de milhões de euros.
Ainda hoje existem veleiros estrangeiros no nosso mar que navegam e mergulham como querem e intendem e vão no seu caminho para Leste ou para Oeste sem alguma inspecção pelas alfândegas.

Anónimo disse...

A onda do Colombo está a mudar para a onda do Colón. Não se deixem ficar em seco.