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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A nacionalidade de Colombo é irrelevante

A palestra Em Torno da Mistificação de Colombo realizada na Academia de Marinha no passado dia 2 de Fevereiro saldou-se por uma completa desilusão. A comunicação foi dividida por três oradores e arrastou-se durante uma penosa hora e meia ouvindo-se dos comunicantes aquilo que já todos sabem das suas ideias. Esta estratégia revelou-se bem sucedida pois assim, tomando todo o tempo, não deixaram ao público a possibilidade de ver esclarecidas as suas dúvidas ou de poder contraditá-los na fase que neste tipo de encontros se reserva às perguntas e respostas.
Embora muitos ouvintes presentes pedissem a palavra no final, só três a obtiveram – dada a hora tardia – e estes limitaram-se ao discurso de circunstância na mesma linha de pensamento dos comunicantes. Salvou-se a promessa do presidente da Academia de Marinha de fazer futuramente uma mesa redonda sobre o tema.
O Presidente da Academia de Marinha, Almirante Vieira Matias, ladeado pelos vice-presidentes Prof.ª Doutora Raquel Soeiro de Brito e Prof. Doutor Francisco Contente Domingues dirigiram a sessão.

A apresentação de factos históricos foi algo em que os comunicantes foram avaros, selectivos, simplistas e manipulativos.
Carlos Calado iniciou a sessão ocupando grande parte do tempo a publicitar a associação de que faz parte, distribuindo referências aos seus membros e no meio disso ficou uma frase em que as duas orações que a compõem constituem afirmações contraditórias entre si. Parafraseando, a dita associação tem por objectivo (e segue-se uma citação livre) «Defender a portugalidade do navegador [Colombo] e divulgar os respectivos factos históricos».
Além disto ainda constata que os descendentes de Colombo não casam com gente de Génova deixando no ar a suspeita de não haver por isso qualquer relação com a república, não se lembrando de que os interesses desta família se localizavam em Castela e que essa é a razão para o estabelecimento de alianças matrimoniais. Alude também às romãs, S. Cristóvão e ao convento de Mafra; Bobadilla, capitulações de Santa Fé e à rota do regresso da sua primeira viagem ao Novo Mundo. Nessa altura alguns oficiais de Marinha presentes na sala começaram a mexer-se na cadeira com o mesmo desconforto que deveriam sentir os velhos pilotos do século XVI quando ouviam as teorias que vinham da Aula da Esfera.
Brandão Ferreira (Duby não é um filósofo francês!) apresentou uma explicação monocausal para a expansão ultramarina portuguesa que é nada menos a da espiritualidade especial dos portugueses – a devoção ao Divino Espírito Santo –, pois até chegarem à Mina estes só tiveram prejuízo. Já na Mina conseguiam atrair a cobiça dos castelhanos que começam a frequentar essas paragens (assim, sem mais). É neste quadro que aparece um agente secreto com o pseudónimo de Colón (ou será Colom?), mas sobre quem seria realmente e qual era o objectivo da sua missão nada foi dito a não ser a há muito conhecida teoria do desvio das atenções castelhanas para um novo continente (pairava no ar o factício Salvador Gonçalves/Fernandes/Henriques Zarco, mas não se materializou, do mesmo modo também esteve sempre omnipresente a figura de Mascarenhas Barreto, pelo menos na maior parte das ideias que aí foram apresentadas).
Paiva Neves começou por evocar a «versão oficial» [da História] sem dúvida inspirado no seu colega primeiro orador que também se referiu à «tese oficial» da naturalidade de Colombo. Um mau princípio porque usando essas expressões negam a possibilidade da própria História, é que história oficial não é História.
Continuando, duvida que a naturalidade genovesa e origem humilde possibilitasse ao navegador chegar onde chegou: casar, navegar, ser culto, etc. Cita alguns historiadores, descontextualizando-os o suficiente para parecer que partilham das mesmas ideias, o mesmo fazendo com Rui de Pina quando alerta para as referências a Colombo e a ausência das mesmas para Bartolomeu Dias.
Entrou depois no tema forte da sua comunicação: a mística franciscana em Colombo, o que sempre é uma alternativa à, há muito, insustentável mística templária.
Também insustentável é a interpretação da recepção de Colombo por D. João II no regresso da primeira viagem e é completamente absurda a leitura do «especial amigo» na carta de 1488 deste monarca ao futuro almirante. Nestes casos revela-se desconhecimento das formas protocolares de tratamento, seja na Corte, seja na correspondência.
Já o presidente da Academia apelava para o fim da conferência quando, na linha de José Martins, Brandão Ferreira remata lançando o repto à Academia de Marinha para criar um grupo interdisciplinar de estudo – inclusivamente com especialistas na cabala – para provar a nacionalidade portuguesa de Cristóvão Colombo.
Para quem afirma haver uma história oficial propõe que, em vez dessa, se faça história oficial, a sua.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Subsídios para a História de uma polémica

O semanário O Diabo publicou em 1990 uma entrevista a Luís de Albuquerque que gerou uma forte reacção de Mascarenhas Barreto e de outros devotos da causa, reacções essas que parecem ir muito mais além do que o razoável para fazer valer uma qualquer posição académica.
Veja-se o que diz Luís de Albuquerque ao jornal O Diabo em 24 de Julho de 1990:
(Clicar na imagem para ampliar)

E agora a reacção de Mascarenhas Barreto no mesmo jornal de 7 de Agosto de 1990:
(Clicar na imagem para ampliar)

Pelo meio houve, pelo menos, uma carta ao director sobre o assunto, de que não dou mais notícia pois vale o que valem a maior parte das cartas aos directores dos jornais, e ainda mais um artigo de opinião por um José Martins, oficial da Armada reformado, em que desanca fortemente nos espanhóis, na CNCDP e até nos seus camaradas de armas que, cépticos, não paparam a historieta de Barreto quando este último a contou na Academia de Marinha.
O artigo em causa com o antetítulo de A Tese sobre a Portugalidade de Colombo e com o título muito indicativo de Estamos a Ser Alvo de uma Conspiração? foi publicado pel'O Diabo de 28 de Agosto de 1990 nas páginas 8 e 9.
Entre as muitas banalidades que o autor escreve - na linha do que já se está habituado a ver neste blogue aos defensores da Portugalidade do Almirante das Índias - está a notícia, dada pelo próprio, da carta que escreveu ao Primeiro-Ministro com altos conselhos de estado - eufemismo meu para dizer exigências - de como se deveria lidar com tão grave questão nacional. Transcreve a carta e desta convém reter a genial ideia - exigência - de - e passo a citar - mandar contratar os melhores peritos internacionais na ciência da cabala para estes confirmarem a descodificação da sigla daquele navegador ou, no caso contrário, nos dizerem o significado da mesma.
Agora compreendo como chegou ao fim a hegemonia da Marinha Portuguesa...

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007

Cristóvão Colombo - Salvador Fernandes Zarco ou Salvador Henriques Zarco?

Acredito que Cristóval Cólon era filho do Infante D. Henrique...
«TESE DE MANUEL ROSA [Picoense]: “Colombo, espião e português”», entrevistado por Rui Messias, Diário Insular, Angra do Heroísmo, 11 Fev. 2007.


Houve um autor que desejou que Cristóvão Colombo tivesse origens nobres e por isso atribuiu-lhe como progenitor o infante D. Fernando, baptizando-o – ou circuncidando-o – com o nome de Salvador Fernandes Zarco.
Nesta tese existe pouca coisa de coerente e racional, mas se há algo de lógico, por retorcido que seja, é o patronímico Fernandes, que significa filho de Fernando.
Manuel Rosa apoia firmemente esta posição, achando ser a melhor hipótese para o verdadeiro nome de Cristóvão Colombo português. No entanto, vem agora dizer crer que o Almirante era filho (necessariamente tardio) do infante D. Henrique, pondo de lado o pouco que de lógico havia na certeza do primeiro autor acima referido: o Fernandes.
Assim, seguindo esta linha de raciocínio – que se sabe ser muito fraco –, a hipótese mais provável para o nome secreto português do descobridor do Novo Mundo deverá ser Salvador Henriques Zarco, já que Henriques é o patronímico de... Henrique.
Este novo nome deita por terra o esforço de decifração cabalística que levou ao Fernandes, tal como também já tinham caído por terra todos os outros nomes anteriores originados pelo mesmo processo irracional. Uma outra alternativa é voltar à lúdica Cabala e tentar sacar dela novos designativos, caso em que teremos certamente um patronímico Henriques, embora ainda não se consiga imaginar que outros nomes e apelidos o poderão acompanhar.

Esta é a minha contribuição para o aumento da confusão da onomástica colombina, a qual regista já – e enunciando rapidamente de memória – os seguintes nomes: Cristóvão de Colos (e estranhamente não de Cuba), Simão Palha, Salvador Gonçalves Zarco, Salvador Fernandes Zarco e Salvador Henriques Zarco, este último condicionado às considerações feitas no parágrafo anterior.

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2007

Pestana Júnior: Christopher Columbus, a.k.a. Simão Palha

PESTANA Jr. D. Cristóbal Colom ou Symam Palha na História e na Cabala, Lisboa, Imprensa Lucas, imp. 1928.


Pestana Júnior starts his thesis with a brief critique of Patrocínio Ribeiro, after the short praise required by convention. He allows for some merit on Ribeiro’s part, essentially for having discovered the inversion that enabled him to read Colos – not to have done it would not have gone down very well – but points him out as a poor Latinist and eventually casts aside his main conclusion, one that had been obtained through the use of the supposedly praiseworthy method.
However, Patrocínio Ribeiro will have influenced Pestana Júnior in ways of which the latter was not conscious – or at least did not explicitly admit – in that, such as Ribeiro, Pestana Jr. also lost a few nights around Cristopher Columbus’ sigla.
He doubted the Admiral’s Genoese origin through the reading of contemporary documentation – as did all the others, it should be noted – and was convinced that the mystery – always the mystery – was in his signature – obviously! How do they all get there?
Reflection and critique make him reject XPO FERENS as Christoferens, as this is an unknown way of writing the name Cristóvão. Good at Latin, unlike Ribeiro, palaeography lets him down – as it does many others – and he thus rejects XPO as Cristo, but ends up by embracing the Greek-Latin mixture and reading Cristo – confusing? So it should be!
He questions the function of the cross over XPO and the «“baton” that contains FERENS» - his quotation marks – and it is not anymore Cólon, comma. Pestana Júnior’s palaeography, which had already showed itself to be on the weak side, here sinks irretrievably.
The elaborate method of the mirror set up and developed by Ribeiro leads him to the following salad of Greek characters:

ΧWΛΑS.WΛΧΑS.ΛΑΧΑS.WΧΧΑSW.ΜΥΑ.SWΛYS
XPO FERENS

which, converted into Latin characters – if some of them are not already present above – results in:

colas, olcas, lacas, occaso, mya, solis,
christo ferens


«Ferens» still causes noise in this thesis, since according to the authors mentioned it is not Greek but Latin, which results in the above-mentioned Greek-Latin mixture that will make it possible to arrive at Christopher Columbus’ identity. Later, as has been seen and will further be seen, and in order to lighten up all the darkness surrounding the Admiral, Hebrew elements will also be added.
To return to the Greek text, it translates as follows:
«I am, such as Mya, the one that brings Christendom the precious pearls, the emeralds and the gems through the distant sunset».
Unquote, p. XCIV. I cannot unfortunately ascertain the correction of the translation as it does sound like Greek to me!
To the Latin FERENS at the end of the Greek salad an outlying X is now added. This fact will go on disturbing the author, but he will return to it.
A sudden inspiration emerges. Or was it a revelation?
Says the author, pp. XCV-XCVI: «The possibility then arose of relating Columbus with Miguel Molyart, who in the general study had appeared as an agent for the Perfect Prince (King John II, TN) and who was no other than the owner of the Alvarenga entail, Bernardo de Vasconcelos, married to Violante de Almeida of the Palha family from Évora. At a given moment the metathesis takes place: Colom is simply Colmo = Palha (Straw TN)»
It should be noted that, according to Pestana Jr., Miguel Molyart is an anagram of Bernardo (Brynaldo, in the name’s old form) de Vasconcelos, the Miguel element arising out of another, more far-fetched, anagram which is not relevant here.

To cut a long story short, after a few more pentagonal cabalistical contortions, the final deciphering is arrived at: «That is what you call me, Simão Moniz». And, to add a nice touch, he makes the trace over XPO slide until it crosses the «baton» - and not colon – and obtains «XPO FERENS †» which he reads thus: «Christo ferens crucem». The one that brings the cross to Christ; the Cyrenaic; Simon (pp. C-CI).
One then arrives at Christopher Columbus’ name which is none other than: Simão Palha!


It is all in here.
The falsely-named Columbus, whose true identity is hidden behind a Greek-Latin cabalistical sigla, is no solitary case. Molyart, a.k.a. Bernardo de Vasconcelos, the owner of the Alvarenga entail, is just such an instance. One fraud is thus explained, or rather, justified, with another fraud. If there is one, then there must be two, or better, if there are two, then necessarily there is also one. A piece of incontrovertible evidence, a historical document, who cares? Serendipity and that, I’m afraid, is that.
Another conclusion which, if not then arrived at, will later be taken to extremes, arises from the linking of hasty conclusions which become premises that lead to new and more awe-inspiring conclusions, in a cycle with no foreseeable end in sight.
Miguel Molyart is John II’s agent – and an agent becomes a secret agent.
Miguel Molyart is someone’s alias; so must Christopher Columbus be.
One is an (secret) agent, therefore the other must necessarily be one as well.
And thus is History written.


quarta-feira, 31 de janeiro de 2007

Pestana Júnior - Genealogia de Cristóvão Colombo, aliás Simão Palha

PESTANA Jr., D. Cristóbal Colom ou Symam Palha na História e na Cabala, Lisboa, Imprensa Lucas, imp. 1928.
(Genealogia de Cristóvão Colombo/Simão Palha,
realizada a partir do livro de Pestana Jr.)

Confesso que de todos os candidatos à verdadeira identidade de Cristóvão Colombo a decifração de Pestana Júnior é a que mais me atrai. A proposta de Patrocínio Ribeiro é atraente pela sua simplicidade e ingenuidade, no entanto a do ex-ministro das Finanças é deveras interessante pelo método empregue, que é afinal um dos que mais contribuiu para o progresso da ciência: a descoberta acidental. Por isso só pode ser verdadeira.

domingo, 28 de janeiro de 2007

Pestana Júnior - Cristóvão Colombo, aliás Simão Palha

(Manuel Gregório Pestana Júnior)

PESTANA Jr., D. Cristóbal Colom ou Symam Palha na História e na Cabala, Lisboa, Imprensa Lucas, imp. 1928.

Pestana Júnior começa a sua tese com uma breve crítica a Patrocínio Ribeiro, depois do curto elogio que a praxe impõe. Dá-lhe algum mérito principalmente por ter descoberto a inversão que lhe possibilitou ler Colos – não o fazer até cairia mal – mas aponta-o como fraco latinista e acaba por descartar a sua conclusão principal e que fora obtida pelo tal método meritório.
Contudo Patrocínio Ribeiro terá exercido outras influências sobre Pestana Júnior sem que este tenha tomado consciência disso – ou pelo menos não o admitiu peremptoriamente – pois tal como Ribeiro, Pestana Jr. também perdeu noites de volta da sigla de Cristóvão Colombo.

Desconfiou da genovesidade do Almirante pela leitura da documentação coeva – como todos os outros, diga-se – e ficou convencido que o mistério – sempre o mistério – estava na assinatura – claro! Como é que todos vão lá parar?
A reflexão e a crítica levam-no a recusar XPO FERENS como Christoferens, pois é uma forma desconhecida de grafar o nome Cristóvão. Bom no latim, ao contrário de Ribeiro, falha na paleografia – como muitos outros – e assim recusa XPO como Cristo, mas acaba por convir na mistura greco-latina para no fim acabar por ler Cristo – confuso? Não é para menos!
Questiona a função do traço sobre XPO e o «“bastão” a conter o FERENS» – as aspas são do Autor – e já não é Cólon, vírgula. A paleografia de Pestana Júnior que já dera mostras de ser fracota aqui afunda-se irremediavelmente.
O complicado método do espelho criado por Ribeiro e por si desenvolvido leva-o à seguinte salada de letras gregas, que se passa a citar:

ΧWΛΑS.WΛΧΑS.ΛΑΧΑS.WΧΧΑSW.ΜΥΑ.SWΛYS
XPO FERENS

O que vertido em caracteres latinos – se é que em cima já não os há – dá:

colas, olcas, lacas, occaso, mya, solis,
christo ferens

«Ferens» continua a causar ruído nesta tese já que segundo os autores citados não é grego mas sim latim, o que dá a tal mistura greco-latina que permitirá chegar à identidade de Cristóvão Colombo. Mais tarde, como já se viu e mais se verá, e para iluminar toda a obscuridade que rodeia o Almirante, ainda se vão juntar os elementos hebraicos.
Voltando ao texto grego, este traduz-se do seguinte modo:
«Eu sou, qual Mya aquele que traz à Cristandade as pérolas, as esmeraldas e as gomas preciosas pelo longínquo ocaso do sol».
Fim de citação, p. XCIV. Infelizmente não posso aferir da correcção da tradução já que para mim é... grego!
Ao latino FERENS no fim da salada grega junta-se agora um X que fica de fora. Este último facto irá continuar a perturbar o Autor mas lá voltará mais tarde.
Surge então um rasgo de inspiração. Ou tratou-se de uma revelação?
Diz o Autor, pp. XCV-XCVI: «Apareceu-nos então a possibilidade de aparentar Colombo com Miguel Molyart, que no estudo geral nos surgira como agente do Príncipe Perfeito e que mais não era que o morgado de Alvarenga, Bernardo de Vasconcelos, casado com Violante de Almeida, casa dos Palhas de Évora.
Num momento ocorre a metátese: Colom é simplesmente Colmo = Palha!!»
Note-se que, segundo Pestana Jr., Miguel Molyart é um anagrama de Bernardo (Byrnaldo, na grafia antiga do nome) de Vasconcelos, aparecendo o Miguel dum outro anagrama bem mais rebuscado e não é aqui relevante para o caso.
Tornando curta uma história longa, após mais uns contorcionismos cabalísticos pentagonais, chega-se à decifração final: «A mim Simão Moniz chamais assim».
E para compor o ramalhete faz deslizar o traço sobreposto em XPO até cruzar o «bastão» – e não cólon – e obtém «XPO FERENS †», lendo: «Christo ferens crucem». O que leva a cruz a Cristo, o Cireneu: Simão (pp. C-CI).
Chega-se então ao nome de Cristóvão Colombo, que é, nada mais nada menos: Simão Palha!

Está cá tudo.
O Colombo, com um nome falso, cuja verdadeira identidade se oculta atrás duma sigla cabalística greco-latina, não é caso único. Molyart, aliás Bernardo de Vasconcelos, morgado de Alvarenga, é exemplo disso. Fundamenta-se, ou melhor, justifica-se assim uma fraude com outra fraude. Se há uma também há duas, ou melhor, se há duas, então e necessariamente há uma. A prova irrefutável, o documento histórico, o que é isso? Serendipismo e já está.
Outra conclusão, à qual se se não chega então, será mais tarde levada ao paroxismo, resulta dum encadeamento de conclusões precipitadas que se transformam em premissas que levam a novas e mais extasiantes conclusões, num ciclo sem fim previsível à vista.
Miguel Molyart é agente de D. João II – agente dá em agente secreto.
Miguel Molyart é pseudónimo de alguém; Cristóvão Colombo também.
Um é agente (secreto) o outro necessariamente também o é.
E assim se faz a História.


terça-feira, 19 de dezembro de 2006

Alentejo Terra Mãe

No número 6 da revista Alentejo Terra Mãe, Maria Antónia Goes assina um artigo intitulado “Cristóvão Colombo, aliás, Colon, era de Cuba!” Surge logo como primeira preocupação deste artigo o facto de Colombo não poder ser um cardador de lã pois casou com Filipa Moniz, uma nobre portuguesa filha dum Perestrelo.
São enunciados alguns autores que preconizaram a nacionalidade portuguesa de Colombo e contam-se entre eles Patrocínio Ribeiro, Mascarenhas Barreto, Manuel Luciano da Silva, José Rodrigues dos Santos, Manuel Rosa e Eric Steele. Nesta listagem constam portanto trabalhos de ficção como é o caso do Codex 632 e trabalhos de pseudo-história em que se podem incluir todos os outros.
A autora cita ainda Lopes de Oliveira que numa obra de 1949 se fundamentou em Baltazar Teles (1595-1675), Gaspar Frutuoso (1522-1591) e o Padre Cordeiro (que não se conseguiu apurar quando viveu) para afirmar que Colombo teve conhecimento de terras no Atlântico Ocidental por marinheiros que morreram todos, não se percebe se duma assentada ou gradualmente, depois de recolhidos na casa do dito Colombo na sequência dum naufrágio.
Segundo o artigo, Lopes de Oliveira justifica que o verdadeiro nome de Colon era Salvador Fernandes Zarco baseado em autores que viveram dezenas de anos (um século no que se refere a Baltazar Teles) depois de Colombo ter estado na Madeira e ter passado por Portugal. Chega a afirmar que era filho de D. Fernando e de Isabel Sciarra da Câmara baseado numa citação em latim onde alguém refere que estes eram os seus pais, mas - talvez para agradar ao público e influenciado por Alexandre Dumas - refere ainda que Colombo ou Salvador Fernandes Zarco era o filho ilegítimo do dito duque que fez com que a mãe fosse para Génova ter o filho entregando-o então a Susana casada com o cardador de lã.
Portanto, conclui-se para justificar que Colombo sabia de terras a Ocidente, que era nobre e não um cardador de lã, há que confiar em Lopes de Oliveira socorrendo-se de autores que não conheceram Colombo e que viveram um século depois. Todos os autores coevos que não se referem a Colombo nestes termos são omitidos.
Refere-se ainda que Cristóvão era tido por Patrocínio Ribeiro como um predestinado cujo objectivo era descobrir o Novo Mundo baseado num livro de Profecias inédito que provavelmente só o dito Patrocínio teve a honra de ver.
Passa-se de seguida a analisar a firma, que em português corrente se pode designar de assinatura de Cristóvão Colombo, e que no artigo é designada também por hieróglifo. Contudo, não se trata dum hieróglifo pois não se consegue ver qualquer representação que designe um pictograma da escrita egípcia, distinguindo-se perfeitamente caracteres latinos e, no caso da palavra Cristóvão a utilização de caracteres gregos (xpo).
De acordo com Patrocínio Ribeiro que inverteu os caracteres ou letras da sigla que acompanhava sempre a assinatura de Colombo chega-se à conclusão que afinal Colombo era de Colos uma povoação alentejana. Até este momento Colombo é de duas localidades do Alentejo: Colos e Cuba se contarmos com a referida no título. E os leitores mais incautos poderão pensar Colombo é definitivamente alentejano! Neste aspecto ainda estamos atrás dos italianos, são necessárias mais terras a reivindicar a naturalidade de Colombo.
Mas, continuando a leitura do artigo: passa-se de seguida para a origem judaica de Colombo que apenas se justifica com o facto de Colombo querer esconder a sua verdadeira identidade. A teoria explicativa elaborada por Marcarenhas Barreto com base na Cabala surge neste contexto. Colombo é judeu por isso usa a Cabala ou se usa a Cabala é judeu. No entanto ficou por referir a Cabala e o estudo cabalístico da assinatura foi uma apropriação de Mascarenhas Barreto de outros autores anteriores, como Barbosa Soeiro ou Pestana Júnior.
Refere-se ainda que Colombo não pode ser italiano porque não dominava o italiano, na medida em que não há documentação nesta língua. Contudo, esta mesma argumentação não é aceite para o português, pois não há nada escrito neste idioma com excepção de algumas palavras que se podem explicar como sendo influência da sua presença em Portugal e em alguns casos dirigidas ao seu filho, esse sim português de nascimento.
A nacionalidade portuguesa de Colombo também é justificada pela proibição decretada por D. João II dos estrangeiros embarcarem em navios portugueses. Mas, esquecem-se Vespúcio, Noli, Cadamosto e todos os genoveses que desde D. Dinis serviam a marinha portuguesa (vinte pelo menos). Para não falar do elevado número de bombardeiros alemães e flamengos que serviam as armadas da Carreira da Índia e do Estado da Índia assim como criados e aventureiros como Linschoten que com os seus escritos incentivou os Países Baixos à expansão ultramarina.
Para reforçar que Colombo não era estrangeiro argumenta-se com a proibição destes navegarem para a Guiné nem que fosse em navios portugueses. Ora, o que está demonstrado é que apesar dessa proibição os estrangeiros nunca deixaram de navegar para a Guiné ou outras partes em navios próprios ou não. Para além disso, o atlas de Henricus Martelus (c. 1489) nega a política de sigilo portuguesa, ou pelo menos manifesta a sua grande permeabilidade, pois cerca dum ano depois da viagem de Bartolomeu Dias consta nele toda a informação geográfica dessa viagem (ver cópia exposta na Sociedade de Geografia de Lisboa).
Colombo também era português porque “fazia os seus cálculos usando a criptografia náutica portuguesa”, seja isso o que for!
As alusões ao tratado de 1479-1480 estão erradas pelo que se recomenda a revisão da matéria. As alusões ao papel de Salvador Fernandes Zarco (assimilado a Cristóvão Colombo) decorrentes deste erro são, portanto, de todo descabidas.

Em nenhum lado se mencionam os trabalhos historiográficos que rebatem tais ideias e muito menos se faz a referência a informações contrárias às difundidas. Trata-se claramente de manipulação da História com fins propagandísticos venha-se lá a saber do quê?

sexta-feira, 15 de dezembro de 2006

Patrocínio Ribeiro - Cristóvão de Colos

Patrocínio Ribeiro, achando que a assinatura de Cristóvão Colombo não diz nada sobre quem ele realmente é, decide estudá-la para a decifrar. Não chegando a lado algum, repara que invertendo as três linhas superiores obtém letras gregas – bem, força um pouco e converte o A invertido num V ou U latino, mas não faz mal – e, se não conseguia decifrar o que fosse em caracteres latinos, consegue-o com gregos – vá lá, já houve quem tivesse de recorrer a hebraico de duvidosa qualidade – e obtém um nome que serve para fundamentar a tese de ser o navegador português: Cristovão de Colos.
A bem da verdade, a haver enigma e pelo princípio da Navalha de Occam, a solução deverá passar pela decifração dos caracteres latinos; ainda assim a opção de Ribeiro pelos caracteres gregos (mais ou menos) é mais plausível que o recurso por Mascarenhas Barreto a caracteres hebraicos lidos através da Cabala (seja lá isso o que for) para obter o nome Salvador Fernandes Zarco, o qual para Manuel da Silva Rosa se tornou na hipótese mais provável para o nome dum Cristóvão Colombo português.

domingo, 10 de dezembro de 2006

Barbosa Soeiro - Assinatura de Colombo

Que voltas é que se dá para, a partir do que abaixo se segue, chegar à melhor hipótese de Salvador Fernandes Zarco ser o nome verdadeiro de Cristóvão Colombo?
Confesso que após duas leituras deste texto ainda não consigo formular uma dúvida que seja. Não compreendo rigorosamente nada.

Barbosa Soeiro, «A Assinatura de Colombo sob o Aspecto Cabalístico», in Patrocínio Ribeiro, A nacionalidade portuguesa de Cristovam Colombo. Solução do debatidissimo problema da sua verdadeira naturalidade, pela decifração definitiva da firma hieroglífica (...), Lisboa, Liv. Renascença, [1927].

Texto integral

Por insistente solicitação da minha parte, o meu prezadíssimo amigo, talentoso publicista, e distinto clínico, Dr. Barbosa Sueiro, dignou-se fazer a análise da assinatura do descobridor da América, sob o ponto de vista do Ocultismo. Como não conheço nenhuma análise, neste género, com a devida vénia, reproduzo, na integra o interessantíssimo trabalho de Barbosa Sueiro, que ficará como um valioso estudo sôbre o carácter misterioso de Colombo, enriquecendo assim a vastissima bibliografia colombina. – O Auctor [Patrocínio Ribeiro].


A ASSINATURA DE COLOMBO
SOB O ASPECTO CABALÍSTICO



Cristovam Colombo – é ponto de fé para mim – teve certos conhecimentos das chamadas sciências ocultas, quer adquiridos directamente nalguma associação secreta do tempo, onde estives se filiado, quer tomados dalgum iniciado na mesma sociedade, ou de qualquer amigo que cultivasse tais sciências. Dada a possível origem israelita de Colombo, é facil supor como êle os poude obter, porventura dalgum intimo que fôsse conhecedor da cabala.

*
* *

A forma como Colombo extraíu das armas portuguesas o brazão que usava – descoberta por Patrocínio Ribeiro – indica, para mim, o dedo de pessoa acostumada a manejar assuntos referentes a Cabala. Pela primeira figura se verifica como Colombo fez a transformação de escudetes em âncoras.


Cada ancora foi construída sôbre 5 pontos dispostos em cruz, fazendo passar por 3 pontos, respectivamente, o segmento rectilíneo e o segmento de curva. Assim:


Pode verificar-se o seguinte: a linha recta passa por 3 pontos (ternário); a linha curva passa, também, por 3 pontos (ternário). o numero cabalístico 3 duas vezes repetido (3+3), uma das vezes para indicar uma linha recta e outra para indicar uma curva (linhas antagónicas) revela-nos o hexagrama:

Linha recta, passando por 3 pontos, pode significar.

Linha curva, passando por 3 pontos, pode significar.

Ancora, formada pelas duas linhas antagonicas, pode significar

Cada ancora equivale, pois, a um hexagrama. Cumpre ainda notar que os hexagramas sao 5, e cada um dêles tem o valor cabalístico de 6; teremos, pois:

6X5=30
3+0=3

segundo uma simples operação cabalística.
Existe, portanto, no brazão de Colombo o número cabalístico de 3. Existe, também, o de 5, se considerarmos cada hexagrama uma unidade. Existe ainda o de 7, porque sendo de 25 o numero total de pontos, sôbre que os hexagramas foram construídos, obteremos por uma operação:

2 + 5 = 7.


Aliás, a disposição dos pontos em cruz, já nos revelava o quaternário, que pode corresponder ao hexagrama, representando a linha vertical o triângulo de vértice superior e a linha horisontal (antagónica da vertical) o triângulo de vértice inferior:


Sendo Colombo português, e de origem israelita por ventura, é interessante constatar como êle, ou alguem por êle, conseguiu extrair do escudo das armas de Portugal, um escudo novo, auxiliado pela Cabala.
Cumpre referir que a âncora, bem coma o hexagrama, fazem parte do simbolismo de certos Ritos Rosacrucianos.

*
* *

Passemos agora á assinatura de Colombo. É esta:

.S.
.S. A .S.
X M Y
XPOFERENS


Analisemos a parte superior da assinatura:

.S.
.S. A .S.
X M Y


Vemos 3 SSS, dispostos segundo os vértices dum triângulo cada um deles ladeado por dois pontos.

.S.
.S. .S.


Aqui se revela o ternário (3) e cada letra, ladeada por dois pontos, pode aludir ás duas significações com que elas são usadas na Franc-Maçonaria:

Saude! Saude! Saude! ou trez vezes Saude !


ou então:

Salus! Stabilitas! Sapientia!


Os 2 pontos juntos de cada S podem querer significar tambem, que se deve duplicar o triângulo, obtendo-se assim que apareça o hexagrama:



Se unirmos por três linhas as letras, 3 a 3, obteremos:



Revelando-se assim a cruz de 5 braços, que aparece em certas associações herméticas, e que pode corresponder ao tetragrama, visto que é uma cruz.
O contôrno da parte superior da assinatura é pentagonal, o que nos revela o pentagrama (5):



Se contarmos as letras desta figura verificamos serem 7.
Temos, pois, na parte superior da assinatura, os números cabalísticos 3, 5, 7, o tetragrama e o hexagrama.
Na parte inferior da assinatura ha 9 letras:

XPOFERENS


o que indica, talvez, da parte de Colombo, um grau de iniciação elevado pela apresentação dêste numero.
O simbolismo, revelado na asinatura de Colombo, pertence a certos ritos rosacrucianos, e pode tambem fazer parte das doutrinas secretas dos Templários.
Tenho razoes para crêr (o que seria tango expôr aqui) que a Ordem do Templo, apesar de extinta no tempo de D. Diniz, subsistiu em Portugal, trabalhando activamente, porventura bem protegida, de forma a escapar as horrendas perseguiçôes que os católicos apostólicos e romanos exerciam nos que não eram católicos, segundo a sua ortodóxia.

BARBOSA SUEIRO

quarta-feira, 6 de dezembro de 2006

Zargo e zarqa

(...) Eu Joha[m] Gonçallvez Zargo cavalero da cassa do Ifante dom Anrique e regedor por ho dito senhor em a sua ilha da Madeyra em o Fonchal e seus termos (...)


(Excerto da leitura, transcrição e edição feitas a partir do documento apresentado em O Mistério Colombo Revelado, p. 399)

Os autores do referido livro lêem Zarqo e não Zargo e já se mostrará porquê.

Como se pode ver na segunda imagem, João Gonçalves Zarco é referido pelo tabelião que faz este documento como sendo Zargo e não Zarqo. O próprio João Gonçalves assina Zargo, como se pode ver nesta primeira imagem.


É Zargo e não Zarqo como facilmente se comprova comparando o g de Zargo com o g de Gonçalves ou o g de regedor – são praticamente iguais.




Se dúvida persistir continue-se a comparar e veja-se como o tabelião, ou o seu escrivão, desenha o q em Henrique (grafado anriq, tendo o q um traço sobreposto indicando tratar-se de abreviatura) ou ainda como desenha o q (que isolado com um traço sobreposto é abreviatura de pronome, conjunção, advérbio ou locução), que .




Lendo-se Zarqo e não Zargo permite aos autores darem um salto para zarqa, que dizem ser uma letra hebraica, e mergulharem em divagações hebraico-cabalistas sobre as quais nesta nota crítica não se entrará, ficando a crítica para a via hebraica para pessoa mais competente. Quanto à Cabala, não é um método historiográfico.

Uma última nota de ironia para referir que, e baseado unicamente no que se vê neste documento, o indivíduo conhecido por João Gonçalves Zarco não é João Gonçalves Zarco, pois não assinava assim, assinava João Gonçalves Zargo. Entenda-se deste modo: Cristóvão Colombo nunca terá assinado Colombo, por isso...

(Texto revisto em 6-12-2006 23:05 para tornar mais clara a ideia por detrás do discurso.)

segunda-feira, 27 de novembro de 2006

Bibliografia da controvérsia (03)

  • ÁVILA, Artur Lobo de; FERREIRA, Saul dos Santos. Cristóbal Colón: Salvador Gonsalves Zarco, Infante de Portugal, Lisboa, Tip. Empresa Nacional de Publicidade, 1939.
  • FERREIRA, G. L. dos Santos. Salvadôr Gonsalves Zarco: Cristóbal Colon, Lisboa, Centro Tip. Colonial, 1930.
    Contém Os Livros de Dom Tovisco e Confirmações Históricas de António Ferreira de Serpa.
  • PESTANA Júnior. D. Cristóbal Colom ou Symam Palha na História e na Cabala, Lisboa, Imp. Lucas , imp. 1928.

quinta-feira, 23 de novembro de 2006

Bibliografia da refutação (02)

  • ALBUQUERQUE, Luís de. Colombo - Columbus, Lisboa, CTT, 1992.
  • ALBUQUERQUE, Luís Mendonça de. Dúvidas e Certezas na História dos Descobrimentos Portugueses, 2 vols., Lisboa, Círculo de Leitores, imp. 1991.
    Especialmente o vol. I, cap. X, «Lá vem Cristóvão Colombo, que tem muito que contar...», pp. 105-175.
  • COSTA, António Domingues de Sousa. «Cristovão Colombo e o Cónego de Lisboa Fernando Martins de Reriz, Destinatário da Carta de Paulo Toscanelli sobre os Descobrimentos Marítimos», Antonianum, n.º 65, Roma, Pontificium Athenaeum Antonianum, 1990.
  • LANCASTRE e TÁVORA, Luís de. Colombo, a Cabala e o Delírio, Lisboa, Quetzal, 1991.
  • MARQUES, Alfredo Pinheiro. «Epilogue: Triumph for da Gama and Disgrace for Columbus», Portugal: the Pathfinder. Journeys from the Medieval toward the Modern World. 1300-ca.1600, ed. de George Winius, Madison, Luso-Brazilian Review-University of Wisconsin, 1995, pp. 363-372.
  • MARQUES, Alfredo Pinheiro. «O Sucesso de Vasco da Gama e a Desgraça de Cristóvão Colombo», Las Relaciones entre Portugal y Castilla en la Epoca de los Descubrimientos y la Expansion Colonial. Actas del Congresso Hispano-Português (Salamanca, 1992), ed. de Ana Maria Carabias Torres, Salamanca, Universidad de Salamanca - Sociedad V Centenário del Tratado de Tordesillas, 1994, pp. 181-194.
    Reed. Biblos. Revista da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, vol. LXX, Coimbra, FLUC, 1994, pp. 119-137.
  • MARQUES, Alfredo Pinheiro. «Os Objectivos e as Teses deste Livro», Portugal e o Descobrimento Europeu da América. Cristovão Colombo e os Portugueses, 2ª ed., Lisboa, Círculo de Leitores, 1992.
  • MARQUES, Alfredo Pinheiro. As Teorias Fantasiosas do Colombo "Português", Lisboa, Quetzal, 1991.
  • MOURA, Vasco Graça. Cristóvão Colombo e a Floresta das Asneiras, Lisboa, Quetzal, 1991.
  • SÃO PAYO, Luís de Mello Vaz de. «Carta aberta a um “curioso” de Genealogia», Armas e Troféus, IX Série, T. I, 1999, pp. 181-248.
  • SÃO PAYO, Luís de Mello Vaz de. «Carta aberta a um agente secreto», Armas e Troféus, VII Série, T. I, 1996, pp. 5-53.
  • SÃO PAYO, Luís de Mello Vaz de. «Primeira Carta Aberta a Mascarenhas Barreto», Armas e Troféus, VI Série, T. VI, 1994, pp. 5-52.

in Genea


Última actualização: 8-2-2008